Simples, Presumido ou Real: como escolher sem chutar
Escolher entre Simples, Presumido e Lucro Real é conta, não opinião. Os números que precisam estar na mesa, o peso do Fator R e o que a reforma muda.
Ler o textoPagar menos imposto — dentro da lei
A maior parte das empresas brasileiras paga mais imposto do que deveria por três motivos que se repetem: está no regime errado para o seu perfil de custo e margem, deixa de aproveitar créditos a que tem direito, e mantém uma operação desenhada por quem só olhava a logística ou só olhava a venda — nunca a conta inteira.
A redução começa por um diagnóstico do que é pago hoje, item por item, a partir dos próprios arquivos que a empresa já entrega ao fisco. Só depois vem a proposta: mudança de regime, reorganização societária, revisão da classificação fiscal, aproveitamento de crédito ou regime especial. Cada alternativa vem com o efeito no caixa calculado antes de qualquer mudança.
Com a reforma tributária em transição, essa conta mudou de natureza. Quem não recalcular preço, crédito e contrato durante o período de convivência entre os sistemas vai descobrir o efeito quando ele já tiver acontecido — e aí a correção custa mais do que a antecipação.
A ordem importa: diagnóstico antes de proposta, e proposta antes de execução.
A partir do SPED, das notas e da folha, o imposto é aberto por tributo, por produto e por operação. Sem esse retrato, qualquer proposta é chute.
Cada achado é classificado por impacto no caixa, segurança jurídica, prazo e esforço de implantação — e nessa ordem de prioridade.
As alternativas são apresentadas com o que cada uma resolve e o que cada uma expõe. Tese sem sustentação é descartada aqui, não depois da autuação.
A mudança é executada com a contabilidade, documentada, e acompanhada nas apurações seguintes para o resultado se manter.
O que decide entre Simples, Presumido e Real é a composição de custo, margem e folha — não o teto de receita. Empresa com margem baixa e muito insumo costuma perder no Presumido mesmo faturando pouco.
Tese vendida em pacote, sem análise da operação, é o caminho mais curto para autuação com multa qualificada. O que sustenta a economia é o documento, não o parecer.
Preço, contrato e crédito precisam ser recalculados durante a transição do IBS e da CBS. Quem só olhar quando terminar vai descobrir o efeito no caixa quando ele já tiver acontecido.
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